Análises

“Mas eu não sou feminista!”

Todas as redes sociais são cheias de brigas e discussões, mas o Facebook ganha de todas elas. Talvez por ser a mais usada e ter mais membros, talvez por obter um público mais intolerante, o fato é que a rede social é cheia de pessoas prontas para darem a sua opinião. E a realidade é que o feminismo está se tornando um assunto cada vez mais comentado e, por esse motivo, vemos diversas pessoas demonstrando seus pensamentos e ideias – na maioria das vezes, equivocadas, mas enfim – sobre o assunto, especialmente em páginas de portais de notícias.

Quando portais de notícias postam qualquer coisa que remeta ao feminismo, vemos uma enxurrada de comentários dos mais variados tipos. Pessoas apoiando o movimento, pessoas (normalmente, homens) falando que isso é desnecessário (claro, macho, você sabe de tudo, afinal), e um terceiro tipo é muito comum também: mulheres que concordam com o feminismo e, entretanto, não se autoproclamam feministas. Na verdade, no final de seus comentários, elas gostam de deixar bem claro que não são feministas! Frases como “Mas eu não sou feminista” ou “PS: não sou feminista” podem ser encontradas o tempo todo.

Mas por que isso acontece? Porque a sociedade implantou na cabeça das pessoas que qualquer luta das minorias é considerado frescura e, consequentemente, suas opiniões são desvalorizadas. Feministas são xingadas, desvalorizadas e têm suas opiniões descartadas o tempo todo. Pior: são vistas como “odiadoras de homens que querem destruir a família tradicional brasileira e querem transformar todas as mulheres em lésbicas”. Ou seja, feministas são vistas como vilãs e vitimistas.

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“Feminismo não é um palavrão”

Essa ideia tão errada e tão ridícula está tão funda na cabeça das pessoas que até mulheres já passaram a acreditar nisso! É como se as mulheres feministas fossem o problema da sociedade, e não o machismo, sexismo e intolerância. É como se, você sendo feminista, te impeça de ser qualquer outra coisa. É como se te obrigasse a agir de tal modo ou se vestir de um jeito diferente. E o feminismo é o completo oposto disso. Feminismo, além de buscar pela igualdade de direitos, luta pela liberdade das mulheres. E isso quer dizer que, feminista ou não, você tem o direito de ser o que quiser, se vestir do jeito que preferir e tocar a sua vida do modo desejado.

Então, fica aqui um recado: não tem nada de errado em ser feminista. Não sinta vergonha em falar que você é feminista, pelo contrário: sinta orgulho. Você vai escutar muitas besteiras por conta disso, sim, mas lutar pelo que você acredita e saber que você está fazendo a diferença, mesmo que você ache que é mínima, é importantíssimo. É assim que as coisas começam a mudar. Não é fácil – ninguém disse que é – mas, acredite, é muito recompensador.

Esqueça o “Mas eu não sou feminista” ou afins, e diga, alto e claro, com muito orgulho, com caps lock se preferir: SOU FEMINISTA E LUTO POR MEUS DIREITOS E LIBERDADE. E se você não está contente, só posso lamentar, afinal, não nasci pra agradar ninguém, especialmente macho.

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